Máscara de Oxigênio

Olá, Tudo bom?

Gostaria de conversar com vocês sobre uma situação muito conhecida para quem costuma fazer viagens aéreas: a utilização da máscara de oxigênio. Vocês devem estar pensando: mas esta página é sobre psicologia ou segurança em voos? Calma! Chegaremos lá rs.

Quando fazemos uma viagem aérea os comissários de bordo dão uma série de explicações sobre segurança e uma delas é: “Em caso de despressurização máscaras individuais de oxigênio cairão automaticamente. Puxe uma delas para liberar o fluxo, coloque sobre o nariz e a boca, ajuste o elástico e respire normalmente, auxilie crianças ou pessoas com dificuldade somente após ter fixado a sua”.

A princípio isso pode dar uma sensação de egoísmo e falta de sensibilidade para com o outro, e nos casos de pais e filhos então, é praticamente um sacrilégio pensar em salvar a própria vida antes de salvar a deles, correto?

Não, não esta!

Caso você não coloque primeiro a máscara de oxigênio em si ao invés de ajuda-los, você pode ficar inconsciente antes mesmo de pensar em proteger alguém, mesmo que seja seu filho.

Trazendo este pensamento para a vida dos pais, posso perceber que muitos se preocupam em como fazer as coisas de maneira perfeita: lavar, passar, cozinhar, leva, busca, sustenta, não dá doce, paga inglês, futebol, balé, natação. Lê livros, sites, blogs com informações sobre como criar os filhos. Viram nutricionistas, especialistas em desenvolvimento cognitivo e motor, orientador vocacional, entre tantos outros papeis que percebem como fundamentais. Tentam agradar os avós, os tios, os vizinhos, a professora, a sociedade! Algumas destas coisas são até importantes, mas esquecem de cuidar de si.

A consequência? Não será possível oferecer o mais importante ao seu filho: VOCÊ.

Nessa hora aparecem mil pretextos, muitos com ótimos argumentos, mas não deixam de ser pretextos para não olharem pra si.

Falei sobre pai e mãe, mas isso cabe a qualquer cuidador, seja avó, avô, tia, tio, enfim, qualquer pessoa que seja referência para aquela criança ou adolescente (simmm adolescentes também estão em fase de desenvolvimento e precisam de cuidados específicos, mas depois falamos sobre isso).

A pessoa que não está bem emocionalmente, não pode passar a confiança e tranquilidade necessárias para que os pequenos e os não tão pequenos rs possam experimentar o mundo e formar sua personalidade. Seja ficando apáticos, realizando as atividades do dia a dia no botão automático, se ausentando nos momentos importantes, ficando exaltados, gritando e repreendendo tudo que a criança/adolescente faz, ou uma série de outros sintomas de que algo não está bem na vida do adulto.

Lembre-se que a forma com que você se coloca no mundo e lida com problemas e aflições será replicada por seus filhos em suas relações com o mundo e consigo mesmo. Você o aconselharia a esconder seus sentimentos, fugir dos problemas e sofrer calado? Ou o incentivaria a buscar as soluções e a felicidade para serem emocionalmente saudáveis??

Pois é, acho que sabemos a resposta não é mesmo?!

Então garanta sua sobrevivência, coloque a “máscara de oxigênio”, dê exemplo de autoestima ao seu filho(a), procure o suporte de um profissional para tomar fôlego e seguir seus dias de forma mais leve e saudável.

Já está ultrapassado achar que psicólogo é coisa de gente louca ou fútil não é mesmo?

Imagem Blog Mãe

Thelma Armidoro Velasco

Psicóloga

CRP 06/100649

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